Resíduos químicos: como é feito o descarte correto?

Sempre que o assunto é gerenciamento de resíduos sólidos, o PGRS é a saída mais acertada e os benefícios vão além da preocupação com o meio ambiente. Com um plano bem elaborado e executado os resíduos químicos não são motivo de preocupação com sanções e outros prejuízos financeiros.

Cuidar dos resíduos que são gerados em serviços de saúde ou processos produtivos faz bem ao orçamento da sua organização, à reputação perante a sociedade e ainda traz o senso de responsabilidade ambiental, que é tão essencial nos dias de hoje.

E para tirar as suas dúvidas sobre o descarte correto de resíduos químicos, como são classificados e como tudo deve ser feito, é só continuar a leitura. Confira!

Você pode se interessar por:

– Segregação, acondicionamento e identificação de resíduos de saúde

O descarte correto dos resíduos químicos
Em linhas gerais os resíduos químicos podem ser de saúde e industriais. Devem ser segregados de acordo com o estado em que se encontram, em estado sólido ou líquido.

Os que estão em estado sólido, dependendo das condições, podem ser reciclados ou reutilizados. Os que estão em estado líquido passam por uma etapa, chamada de tratamento de efluentes, antes de receber a destinação final.

Esse tipo de resíduo é do Grupo B, na classificação geral dos resíduos. Neste grupo estão todas as substâncias químicas que apresentam risco à saúde pública ou ao meio ambiente – que podem ter características inflamáveis, corrosivas, reativas ou tóxicas – e todo material que teve contato com as seguintes substâncias:

Fármacos: Antimicrobianos, Antivirais, Antineoplásicos, Digitálicos,
Imunossupressores, Imunomoduladores e Hormônios;
Líquidos ou sólidos: Formol / Xilol; Reagentes laboratório; Fixadores e reveladores (RX) entre outros.
Sólidos Contaminados: todo material que entrou em contato com produto químico e perfurocortante, como: medicamentos vencidos e/ou coletados; e reagentes de laboratório, resíduos com metais pesados; e outros.
Para o acondicionamento dos resíduos químicos em estado líquido é imprescindível que eles estejam em recipientes próprios que seja compatível com o material armazenado. Deve ser resistente, rígido com tampa de rosquear e vedante. Uma alternativa é utilizar a própria embalagem original do produto. No caso de álcool, detergente e hipoclorito, estes podem ser despejados na rede de esgoto municipal.

Alguns dos resíduos líquidos são:

Remédios descartados por serviços de saúde, farmácias e distribuidores de medicamentos;
Resíduos de saneantes, desinfetantes;
Resíduos contendo materiais pesados, reagentes para laboratórios;
Efluentes de processadores de imagens – reveladores e fixadores;
Efluentes dos equipamentos utilizados em análises clínicas.
Já os sólidos, devem ser acondicionados nos sacos de cor laranja, com o símbolo correspondente ao resíduo armazenado. Confira outros exemplos de resíduos químicos sólidos:

Termômetro de mercúrio;
Lâmpadas;
Raio X – fixadores e reveladores;
Kit de diagnóstico;
Pilhas, baterias, acumuladores de carga.
O que diz a legislação
Irregularidades, mesmo que em menor grau, tendem a ser levadas a sério pelos órgãos fiscalizadores. As normas e as leis que regem as atividades geradoras de resíduos existem para assegurar que a saúde humana e o meio ambiente não sejam prejudicados pelos processos produtivos e nem pelo o que restou dos serviços prestados na área da saúde.

Então o tratamento para o seus resíduos químicos devem ser encarados não como um problema, mas como uma atitude de responsabilidade e respeito com a sociedade e aos ecossistemas naturais.

Qualquer ação ou decisão que foge ao PGRS é considerada crime ambiental e com grande perigo à saúde. Além da punição ambiental, com as multas que podem ser decisivas para o orçamento da sua organização, existe o risco de perder as certificações ambientais, como a ISO 14001.

Se você ainda não conhece as principais leis que tratam sobre o correto gerenciamento de resíduos , aqui estão elas:

Lei 12.305/2010 – Política Nacional dos Resíduos Sólidos;
Lei 11.445/2007 – Política Nacional de Saneamento Básico;
Lei 6.938/1981 – Política Nacional do Meio Ambiente.
Este conteúdo foi útil para você? No artigo você viu que os resíduos químicos, como o próprio nome já diz, oferecem grande risco de contaminação, causando danos à saúde humana, da da fauna e flora se descartado sem um manejo adequado. Viu também os tipos de resíduos químicos e as principais leis que tratam do assunto. E já que estamos falando desse assunto, que tal agora ler sobre:

– Segurança no trabalho: faça o manuseio seguro de resíduos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode usar estas HTML tags e atributos:

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>